A aqüicultura mundial, incluindo as plantas, tem crescido consistentemente nos últimos 50 anos, partindo de uma produção de 1 milhão de ton. em 1950 para 59,4 milhões em 2004, com uma taxa de crescimento anual de 8,8% desde 1970, bem superior aos 1,2% da captura de pescado e aos 2,8% de produção de carne baseada em fazendas terrestres.
Devido ao grande potencial que o Estado do Rio Grande do Norte apresenta para a aqüicultura, o governo estadual criou o “Projeto Camarão” em 1973 para fundamentar tecnologicamente o desenvolvimento da carcinicultura, o que permitiu desenvolver sistemas de produção para espécies exóticas como Penaeus japonicus, além de importantes estudos com as espécies nativas Litopenaeus subtilis, L. brasiliensis e L. Schimitti, estudos esses que deram a base de conhecimento necessária para a instalação da indústria carcinícola no país.
A partir de 2005 vem sendo estruturado o Centro Tecnológico da Aqüicultura (CTA), uma parceria entre EMPARN e a UFRN, com recursos do governo do estado, do MCT e da SEAP/PR, e que tem o objetivo de dar suporte científico e tecnológico mais adequado à aqüicultura nacional, o que vem permitindo o desenvolvimento de importantes projetos de pesquisa nas áreas de manejo de solo e água, tratamento de efluentes, doenças e genética, com alguns resultados já disponilibizados para os produtores e o meio científico. Além disto, o CTA vem atuando firmemente na área de treinamento de produtores e técnicos, em parceria com instituições nacionais e internacionais, como foi o caso do curso de probióticos ministrado este ano.
Na área de piscicultura, a EMPARN tem adaptado e gerado tecnologias relacionadas com a produção de tilápias em gaiolas, disponibilizando um sistema de produção completo para pescadores e pequenos produtores rurais de diversos municípios do estado, além de incentivar a formação de unidades produtivas auto-gerenciáveis, como é o caso do Núcleo de Pequenos Piscicultores da Barragem de Santa Cruz, com o objetivo maior de plantar as bases do desenvolvimento do parque aqüícola local, aliado ao fortalecimento econômico e social de comunidades tradicionais de pescadores, dando a oportunidade de geração de renda, possibilitando assim uma melhoria na qualidade de vida.